Ídolos do Esporte #13 Flávio Canto





Flávio Vianna de Ulhôa Canto (Oxford, 16 de abril de 1975) ou Flávio Canto, como é conhecido, é um judoca brasileiro especialista na luta de solo.


Flávio Canto nasceu em Oxford, Inglaterra, onde seu pai fazia doutorado em física nuclear. Aos 2 anos voltou para o Brasil, mas dos 9 aos 11 acompanhou a família durante o pós doutorado do pai e passou a morar nos Estados Unidos, Califórnia, onde começou a surfar. A asma, quando criança, o fez praticar natação, mas aos 14 anos Flávio resolveu acompanhar seu irmão mais novo nos treinos de judô, também influenciado pelo campeonato olímpico de Aurélio Miguel em 1988. Por ter iniciado no judô com uma idade relativamente avançada para o normal dos praticantes deste esporte, Flavio sentia-se em desvantagem em relação a seus adversários. Determinado a superar esta desvantagens passou a treinar mais do que o normal, chegando à seleção brasileira apenas 5 anos após iniciar a prática do esporte.

Flávio começou a se destacar na seleção e em 1995 conquistou a medalha de bronze no Pan-americano de Mar del Plata. No ano seguinte conquistou a 7ª colocação nas olimpíadas de Atlanta e em 1999 foi prata no Pan-americano de Winnipeg (Canadá). No ano de 2000, Flávio era o mais cotado para ser o titular na categoria meio-médio, mas perdeu a seletiva e participou das Olimpíadas de Sydney como reserva. Passado o trauma, Canto seguiu acumulando resultados e representou o Brasil no Pan-americano de Santo Domingo (República Dominicana), onde foi campeão, e nas olimpíadas de Atenas, em 2004, na categoria meio-médio. Nesta edição dos jogos olímpicos o brasileiro conquistou a medalha de bronze. Nos anos seguintes Flávio conseguiu maior notoriedade e foi considerado um dos melhores e mais respeitados atletas brasileiros, sendo eleito pelo COB o melhor atleta de judô em 2006. Atualmente, alem de lutar profissonalmente, Flávio é muito requisitado para ministrar palestras e treinamentos.


Com a perda da vaga de titular nas olimpíadas de Sydney, Flávio Canto recebeu um golpe profundo na vida de atleta, mas aproveitou este momento de reflexão para dar aulas de judô em um projeto social na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. Algum tempo depois o projeto passou por sérias dificuldades e foi cancelado. Para manter as aulas, Flávio criou, com a ajuda de amigos, o Instituto Reação, ONG sem fins lucrativos que atua em comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro como Rocinha, Pequena Cruzada, Cidade de Deus e Tubiacanga. Seu objetivo é a promoção do desenvolvimento humano e da inclusão social por meio do judô e de atividades complementares — passeios culturais, atendimento fisioterapêutico, aulas de inglês e reforço escolar, entre outras. O Instituto atende cerca de mil crianças e jovens, entre 4 e 25 anos de idade e tem assumido papel de destaque em competições, inclusive tendo revelado a atual campeã mundial júnior de judô, Rafaela Lopes, em 2008.



Umas das mais fantásticas lutas de Judô que eu vi teve o Flávio como protagonista. Ele ganhou a vaga para ir a Atenas, em 2004, nos ultimos momentos, com raça e muita disposição. Ele virou uma pontuação que é praticamente impossível de virar. 

Neste fim de semana, Flavio ganhou o ouro na Copa do Mundo de Lisboa, com cinco ippons.

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