Saiba mais sobre o Salto Triplo, no Atletismo




O Salto Triplo é uma combinação de três saltos sucessivos que terminam com a queda numa caixa de areia. A prova inicia-se com uma corrida de impulso. O salto começa com o contacto da perna de impulsão tocando o solo (maior absorção de impacto); segue-se uma pequena flexão da perna de impulsão (maior tensão elástica); nesse momento a perna de impulsão sofre grande pressão (até 6 vezes o peso do atleta), sendo que quanto maior o ângulo maior a pressão. A chamada é realizada com um movimento de patada, onde o saltador faz um movimento brusco com a perna para trás e para cima, tentando assim reduzir a perda de velocidade horizontal. O ângulo resultante de saída é menor que o salto da distância. Por fim, na fase de vôo, deve-se corrigir o equilíbrio através da rotação horizontal dos braços, colocando o centro de gravidade no lugar.

Numa outra técnica, o salto realiza-se com a perna de elevação (+ fraca); dá-se o toque sobre a planta do pé (maior absorção de impacto) e o movimento de "patada" ativa na chamada para reduzir a perda de velocidade horizontal; existe maior tempo de contacto com o solo; a fase de vôo é próxima da do salto em comprimento, e tem apenas como diferença a menor velocidade horizontal, provocando uma menor fase de vôo. Para tal utiliza-se outro tipo de estilo - o tipo peito e o carpado. A correção do equilíbrio é feita através da rotação horizontal de braços, na fase terminal.

História

A historia dessa disciplina é um tanto obscuta,mas se sabe que os CELTAS ,nos seus jogos TAILTIANOS,já a praticavam no século 2 da nossa ERA. o salto triplo faz parte da competição olímpica desde a primeira edição moderna, em Atenas 1896. O primeiro campeão olímpico da modalidade foi o americano James Connolly. O Japão dominou a modalidade entre Amesterdão 1928 e Berlim 1936. O soviético Viktor Saneyev conquistou três medalhas de ouro olímpicas consecutivas entre 1968 e 1976. Em 16 de junho de 1985, o estadunidense Willie Banks saltou 17,97 metros em Indiana, EUA. Banks pediu palmas à platéia para marcar o ritmo de sua corrida até o salto. O recorde foi ultrapassado por Jonathan Edwards em 1995, com 18,29 m.

A prova de senhoras estreou-se nos Jogos de Atlanta em 1996. A vencedora foi a ucraniana Inessa Kravets.

O japão é um dos países com grande tradição nesta prova. Adhemar Ferreira da Silva foi bi-campeão olímpico da prova nos Jogos de 1952 e de 1956, tendo batido por várias vezes o recorde mundial da mesma. Outro atleta, o paulista Nelson Prudêncio, conquistou a medalha de prata nos Jogos de 1968, tendo, por breves instantes, retido o recorde mundial - depois quebrado na mesma ocasião pelo soviético Viktor Saneyev, medalhista de ouro - e a medalha de bronze nos Jogos de Munique, em 1972. O recorde mundial de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, de 17,89 m nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México em 1975, durou quase dez anos. Atualmente, Jadel Gregório é um dos cinco primeiros saltadores do mundo, de acordo com o ranking da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF). No dia 20 de maio de 2007, Jadel estabeleceu o novo recorde sul-americano para o salto triplo com a marca de 17,90 metros.

Portugal conta atualmente com um atleta de elevada qualidade, Nelson Évora, que se sagrou campeão do mundo da especialidade (Campeonato Mundial de Atletismo 2007, em Osaka - Japão), com 17,74 metros. É ainda detentor do recorde nacional português, com a segunda melhor marca mundial do ano.

Em 21 de Agosto de 2008 Nelson Évora sagrou-se campeão olímpico, com a marca de 17,67 m, superando Phillips Idowu (17,62 m) e Leevan Sands (17,59). Nelson não necessitou de igualar a sua marca nos mundiais de 2007 de 17,74 m.

Regras

Ordem de tentativa dos competidores deve ser sorteada;
Mais de oito competidores;
3 tentativas - classificatórias;
3 tentativas - finais (8 melhores na ordem inversa);
O salto consiste em uma impulsão, uma passada e um salto, nesta ordem;
O salto de impulsão feito em um pé só, será feito de modo que caia sobre o mesmo pé, para a passada, caindo com o outro pé para a realização do salto;
Todos os saltos devem ser medidos a partir do ponto de queda mais próximo à tábua de impulsão.
Medição perpendicular à linha ou ao seu prolongamento;
A cada competidor será creditado o melhor de seus saltos, incluindo aqueles realizados durante o desempate de um primeiro lugar.

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