Japão vence Estados Unidos e é campeão mundial de Futebol Feminino





A Copa de Mundo de futebol feminino acabou com um país campeão inédito. Depois da disputa de penalti e a goleira sendo o grande destaque, o Japão ganhou os Estados Unidos por 3x1 na disputa de penaltis em um jogo que foi 2x2 no tempo normal.

Homare Sawa gol Japão futebol feminino (Foto: Reuters)

Dentro de campo, a musa americana Hope Solo assistia de camarote ao domínio total de sua equipe no primeiro tempo. Foram nada menos do que nove boas chances de gol, incluindo duas bolas na trave.

O arsenal dos Estados Unidos incluía jogadas por todos os lados, além de forte pressão com bola área, aproveitando maior vigor físico em relação às baixinhas japonesas. Wamback, Rapinoe e Cheney infernizaram a vida do Japão desde os 20 segundos de partida, quando esta última entrou com a bola dominada pelo lado esquerdo e obrigou a goleira Kaihori a fazer a primeira defesa.

A movimentação do trio americano era intensa. As chances eram criadas uma atrás da outra. E por duas vezes a trave japonesa balançou. A primeira com Rapinoe, também em jogada pela esquerda, aos 17 minutos. A depois em um lindo chute de fora da área com Wamback, com 28 de jogo.

O Japão tentou acalmar o jogo com toques para o lado no campo de defesa. A posse de bola maior (52% a 48%) das nipônicas era uma clara demonstração de como a objetividade é importante no futebol. A goleira americana Hope Solo só foi fazer sua primeira defesa (sem muito esforço, diga-se de passagem) aos 30 minutos. A partir daí, a equipe japonesa até melhorou um pouco, mas foi para o intervalo aliviada com o 0 a 0 no placar.

EUA perdem Cheney, machucada

Na volta para o segundo tempo, a camisa 12, Cheney, foi focalizada no banco de reservas com uma bolsa de gelo no pé direito. Desfalque no setor ofensivo americano que tão bem funcionou na etapa inicial.

Todos os campeões
1991 Estados Unidos
1995 Noruega
1999 Estados Unidos
2003 Alemanha
2007 Alemanha
2011 Japão

Morgan foi para o jogo. E nada parecia ter mudado. Logo aos três minutos, ela mesmo desviou cruzamento da direita, a bola desviou em Kaihori, e os Estados Unidos acertaram a trave pela terceira vez. A zaga japonesa ainda teve trabalho para afastar o perigo no rebote.

Apesar de todo o domínio americano, o Japão foi prejudicado pela arbitragem. Aos 18 minutos, Ohno foi lançada em condição legal e ficaria cara a cara com Hope Solo, mas a assistente marcou impedimento em lance de difícil observação, já que a japonesa apareceu muito à frente da marcação depois que a bola foi lançada.

Os Estados Unidos não têm nada com isso e continuou sua pressão até finalmente chegar ao gol. Com uma certa "ajudinha" do destino. Morgan, que entrara no lugar da lesionada Cheney, foi lançada nas costas da zaga por Rapinoe e bateu cruzado, no canto esquerdo de Kaihori, para fazer 1 a 0.

Obama assiste futebol feminino (Foto: Divulgação)

Só que a quantidade de gols perdidos acabaram fazendo falta para as americanas. Quando tudo se encaminhava para uma vitória apertada, o Japão reuniu forças para empatar após uma falha incrível da defesa. Depois de cruzamento pela direita, Buehler disputou bola com Miyama e, na hora de afastar, chutou em cima da companheira Krieger. A número 8 nipônica ficou com a sobra e mandou para o gol, sem chance para Hope Solo.

Foi a senha para mais uma prorrogação na competição. Onde novo brilhou a estrela de Morgan. Como se fosse uma ponta esquerda, a camisa 13 partiu para cima de Kinga, chegou à linha de fundo e cruzou na cabeça de Wamback, que nem precisou pular para fazer 2 a 1.

Hope Solo quase pôs tudo a perder ao sair em falso após cruzamento de Miyama, mas as atacantes japonesas não conseguiram aproveitar. Depois, aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação, não teve jeito. Miyama bateu escanteio da esquerda, Sawa se antecipou e desviou. A bola tocou levemente em Buehler, e entrou.

O estádio foi ao delírio com o gol. Os alemães presentes adotaram o Japão para torcer. E no fim ainda viram a zagueira Iwashimizu ser expulsa depois de cometer falta na meia-lua, não aproveitada pelas americanas na última chance com bola rolando.

EUA vão mal nas cobranças de pênalti

O Japão mostrou toda a tranquilidade oriental na decisão por pênaltis. Das quatro cobranças, converteu três - Hope Solo pegou uma. Já as americanas perderam as três primeiras e dificultaram o trabalho da camisa 1. Kumagai bateu no ângulo a quarta penalidade e garantiu o título japonês.




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