O efeito de uma voadora





Eu vi esse lance ontem a tarde, por indicação de uma pessoa no Twitter. O golpe de luta marcial, ou voadora, que o goleiro do Sport Recife Gustavo deu em um jogador do Vasco da Gama do Rio de Janeiro, é injustificável. Não adianta dizer que foi no calor do jogo, que ele fez porque se sentiu ameaçado ou ainda que foi pra defender alguém. Atacar um colega de profissão quando este está de costas, quando nada ao redor justifica tal atitude só faz o lance ficar mais feio. E sem explicação.  Mas eu me pergunto: será que pode-se julgar esse menino por um único ato?

Reveja o lance da agressão covarde

Psicólogos dizem que não se pode caracterizar uma pessoa por um único ato.  Mas o que milhares de pessoas fizeram com o pai e a madrasta da Isabela Nardoni? O que fazem com o goleiro Bruno, que é taxado de assassino sem ao menos ser julgado? Essas pessoas não são julgadas por um único ato. Um único ato alterou o destino da vida deles. Não os caracterizaram?

O fato é que a agressão que aconteceu, por ser injustificável, deve ter todo o rigor em punição que se faz necessário por alguns motivos. O garoto, de 18 anos, ao atingir o rapaz do Vasco, daquela forma, sabia o que estava fazendo. Tanto que o fez com o que estava de costas, sem poder se defender. 

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Não havia perigo de agressão para ter um motivo de defesa. O goleiro Gustavo saiu da área dele, atravessou metade do campo para agredir um adversário com o jogo parado. Como se não bastasse isso, aplicou um golpe de uma forma que foi para ter mais força, com os pés, dando um salto, colocando as travas da chuteira nas costas do agredido. Deve ter doido pra caramba!

Eu não entendo e não conseguiria desculpar se fosse comigo ou com alguém perto de mim. Quanto a punição que o Gustavo sofrerá? Toda punição pra covardia acaba sendo paliativa quando não se entende o motivo dos atos.

Até a próxima.



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