Brasil bate Cuba e fica a um passo de Londres no basquete feminino




Contra Cuba, não há vida fácil, seja a perigosa Cuba de outros tempos ou a renovada Cuba de hoje. Ficou claro nesta sexta-feira, quando o Brasil, mesmo com ótimos momentos, penou para fechar a tampa. Para não se desviar do caminho para Londres, a seleção verde-amarela fez o talento falar mais alto. Na semifinal da Copa América de Neiva, na Colômbia, brilhou a experiente Adrianinha e funcionou a eficiência de Érika, assim como as jovens Damiris e Clarissa. Aí foi demais para as cubanas. A vitória por 66 a 53 coloca o Brasil na final do torneio, que vale a vaga nos Jogos Olímpicos de 2012. Para manter a tradição de frequentar o palco mais nobre do esporte mundial, só falta um passo, contra a Argentina.

A bola sobe para a final às 22h15m (de Brasília) deste sábado. O SporTV transmite a partida ao vivo, e o GLOBOESPORTE.COM acompanha todos ao lances em Tempo Real.

Adrianinha Brasil x Cuba Copa América de basquete (Foto: Divulgação/Fiba)

O jogo que vale a vaga coloca novamente na quadra os dois maiores rivais da América do Sul. Apesar da maior tradição brasileira no basquete feminino (no amistoso de preparação, a vitória foi por 55 pontos), as argentinas cresceram na competição e também chegam invictas à final. Na semi, uma vitória heroica sobre o Canadá, com direito a roubada e bandeja nos últimos segundos.Na Copa América masculina, em Mar del Plata, a situação era a inversa: o favoritismo era dos hermanos, que jogavam em casa, mas o Brasil arrancou uma vitória heroica na segunda fase.

Érika Brasil x Cuba Copa América de basquete (Foto: Divulgação/Fiba)

Na semi desta sexta, Adrianinha deu um show e beirou o triplo-duplo com nove pontos, 13 rebotes e 12 assistências, além de duas roubadas de bola. A cestinha brasileira foi Érika, com 20 pontos. A juventude também deu as caras: Damiris colaborou com 11 pontos, e Clarissa, voltando de lesão, fez nove.

- O mais importante é a vitória, a gente trabalhou muito para isso. Já estou pensando em amanhã, quero nossa vaga para Londres – afirmou Adrianinha, em entrevista ao SporTV, no dia que marcou o aniversário de 11 anos do bronze olímpico em Sydney, onde a armadora estava.

Foi Érika que abriu o placar e comandou o Brasil até os 6 a 0, mas foi ela também que cometeu duas faltas antes de três minutos de jogo. Saiu para o banco e deu lugar a Clarissa, que estava fora desde a estreia, quando torceu o tornozelo direito. A pivô reserva deu conta do recado, e a equipe verde-amarela fez 16 a 8. Ao fim do primeiro quarto, vitória tranquila por 24 a 16.

No início do segundo período, pane cubana. O Brasil voltou a fazer 6 a 0 no início da parcial, e Cuba ficou quase sete minutos sem pontuar, até Oquendo acertar uma cesta de três. Era justamente nos tiros de fora que a equipe caribenha se mantinha no jogo. A vantagem, que tinha pulado para 14, caiu para oito. Érika voltou à quadra e, na saída para o intervalo, o Brasil vencia por 38 a 26.

Na volta do vestiário, foi a vez de o Brasil entrar em pane. As cubanas fizeram 7 a 0, e a diferença no placar caiu para cinco, até Damiris pegar um rebote ofensivo e pontuar. As pivôs seguravam o Brasil à frente, enquanto Adrianinha comandava a armação fazendo de tudo: pontos, passes e rebotes. Aos poucos, a vantagem subiu de novo para a casa dos dez, e na virada para o período final, o placar mostrava 52 a 41.

Adrianinha continuava liderando o ataque, e a vantagem logo pulou para 15, dando ao Brasil a dose de tranquilidade necessária para comandar o placar. Até o fim, bastou manter a cabeça no lugar e festejar a passagem à final.
 



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