Técnica e tática da defesa do basquetebol




O basquetebol é um desporto que reúne uma série de habilidades. Cada uma delas, isoladamente, constitui uma unidade significativa e total em si mesma, Ferreira & De Rose (1987). Estas habilidades são chamadas de fundamento, ou gesto técnico, que podem ser de ataque ou de defesa (drible, passe, bandeja, rebote, bandeja, entre outros). E o conjunto destes conceitue a base de ferramentas necessárias para prática do jogo.

Schmidt (1993), citado por Greco e Benda (1998), estabelece que o a realização correta do gesto técnico, ou de qualquer outra habilidade motora, tem como objetivo;

  • maximização de precisão,
  • minimização do custo energético físico e mental do desempenho, e,
  • minimização do tempo utilizado.

A realização de uma técnica ou de uma habilidade motora é concretizada graças a uma complexa combinação de mecanismos e processos mentais e motores.

    Por técnica esportiva entendem-se os procedimentos envolvidos na pratica que permitem a execução de uma tarefa da forma mais objetiva e econômica possível (WEINECK 1999). A realização de uma técnica ou de uma habilidade motora é concretizada graças a uma complexa combinação de mecanismos e processos mentais e motores. Greco e Benda (1998) entendem a técnica e/ou fundamento técnico como a interpretação no tempo-espaço-situação do meio instrumental operativo necessário para a solução da tarefa/problema nas modalidades esportivas.

    O aprimoramento da técnica é primordial para a execução de uma boa defesa. Por exemplo, o deslocamento de defesa e a posição básica de defesa exigem uma boa ótima qualidade de movimento dos defensores. A posição básica de defesa deve permitir ao jogador estar preparado para várias funções, tais como: deslocar-se rapidamente em várias direções (lateralmente, para frente e para trás); dificultar o drible, o passe ou arremesso; interceptar um passe, bloquear um arremesso; e posicionar-se para o rebote. Esta posição pode sofrer modificações de acordo com as situações citadas anteriormente, dependendo se o atacante está driblando (presença de deslocamento) ou está em posição de arremesso (uma das mãos erguidas para atrapalhar a ação).

    Ferreira e Rose (2003) colocam que o deslocamento na posição defesa possibilita o defensor acompanhar o atacante, com ou sem a bola, ao logo a posse de ataque. Um forte jogo de pernas, desenvolvidos ao longo de anos de treinamento, é à base do deslocamento defensivo. Quando o defensor assume uma posição básica de defesa, este deve estar pronto para marcar o atacante em movimento. Os deslocamentos nessa posição podem ser executados lateralmente, para frente ou para trás.

    O rebote também é influenciado pela capacidade técnica dos defensores. Vecchi (1999) citado por Ranchotte & Mercadante (2001), coloca que o rebote parte muitas vezes da qualidade individual dos jogadores, pois a técnica pode superar a falta de estatura de algum jogador. A função de pegar rebotes na equipe não é apenas dos pivôs, jogadores mais fortes e altos. Alas e armadores, no basquete moderno, participam ativamente do rebote, ajudando a bloquear os jogadores adversários.

    Betti (1992) ressalta que, para a caracterização do aprendizado, é necessário que o aluno alcance um nível satisfatório na execução dos fundamentos do basquetebol, e que não apenas demonstre habilidades e capacidades físicas. Com isso, o aluno/indivíduo poderá usufruir de padrões de execução presentes em tal prática esportiva.

    Greco e Benda (1998) definem táticas como o complexo conjunto de processos psíquico-cognitivo-motor que conduz as tomadas de decisão adequadas para desenvolver a tarefa-problema do jogo, permitindo um comportamento adequado às situações do jogo ou atividade. A tarefa ou problema apresentado durante a atividade, pode ser resolvido de acordo com a qualidade da tomada de decisão do atleta.

    A escolha do adversário a ser marcado é de suma importância. Em geral, é feita de maneira a equilibrar possibilidades: o melhor marcador deverá cuidar do melhor atacante. Para isso devem ser observados os aspectos técnicos, físicos, psicológicos e táticos do atacante em questão, como: qualidade de drible, passe, arremesso, velocidade, agilidade, resistência, tomada de decisão, momento de jogo, entre outros. Murphy (1939) salienta que quando o defensor percebe que é mais lento que o atacante que está marcando, o mesmo não deve marcá-lo muito pressionado, já que a possibilidade de infiltração é eminente.

    Murphy (1939) considera que o sistema defensivo sempre se encontra num estágio de desvantagem, por não comandar as ações, pois a posse e o controle da bola são direcionados, primordialmente, pelas as ações do ataque. Este mesmo autor afirma que o ataque age a cerca das decisões, e a defesa reage sobre. Porém Wissel (1998) reluta a idéia de que a defesa deve ser passiva, e apenas reagir às ações ofensivas. A defesa deve levar o ataque ao erro, agindo de forma coordenada e agressiva. Uma defesa agressiva dificulta as ações pré-planejadas do ataque, e diminui o seu tempo de reação. Knight relata que através da agressividade dos seus jogadores, a equipe adversária a aumentar significativamente seus índices de erro. Sendo assim, quando uma defesa está sólida e bem coordenada, esta pode, em algumas situações, coordenar as ações, levando o ataque reagir sobre estas ações.

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