Como foram as conquistas dos brasileiros em Londres 2012




Felipe Kitadai – bronze:
Logo no dia em que completava 23 anos e fazia sua estreia em Olimpíadas, o judoca Felipe Kitadai conquistou a primeira medalha brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres. As vitórias na repescagem e na disputa do bronze foram marcadas por muito equilíbrio, e foram decididas no Golden Score. Na luta do bronze, Kitadai derrotou o italiano Elio Verde com um yuko conseguido logo aos 9 segundos da prorrogação. O caminho do bronze teve apenas uma derrota. Foi para o uzbeque Rishod Sobirov, considerado o favorito na categoria, mas que acabou conquistando a outra medalha de bronze.

Rafael Silva – bronze:
Rafael Silva certamente teve uma das campanhas mais exaustivas rumo ao pódio. Ele teve de passar por quatro prorrogações para, enfim, derrotar o sul-coreano Sung-Min Kim e comemorar a medalha de bronze. O Baby, como Rafael é conhecido, teve um início fulminante: venceu os dois primeiros adversários por ippon. Nas quartas, a derrota para o tricampeão mundial, o russo Alexander Mikhaylin, veio por muito pouco. Após o empate na prorrogação, Baby foi derrotado na decisão dos juízes. Baby não se abateu. Venceu a repescagem, a disputa pelo bronze, e se despediu de Londres sem ter levar um golpe sequer.

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Galeria: os medalhistas brasileiros em Londres

Mayra Aguiar – bronze:
Mayra Aguiar precisou dar a volta por cima para não se despedir de Londres sem ganhar medalha. A judoca brasileira era a favorita ao ouro, e por um instante, se abateu com a derrota na semifinal para a norte-americana Kayla Harrison. Além de ter perdido, Mayra se queixou da americana ter usado força excessiva quando a luta já estava ganha, machucando a brasileira que ainda disputaria o bronze. Mesmo com a dor, Mayra Aguiar se superou e venceu a holandesa Marhinde Verkerk com um ippon, e ficou com a terceira colocação.


Futebol masculino – prata:
Não foi desta vez que a obsessão pelo ouro olímpico foi superada. A prata conquistada pelo time de Neymar e companhia teve mais sabor de frustração do que de conquista, e se junta aos dois outros vices, em 1984 e 1988. Depois de chegar a final sem nenhuma derrota, a seleção vacilou frente ao México. Sem Giovani dos Santos, seu principal jogador da campanha mexicana, o status de carrasco ficou para o centroavante Peralta, que fez os dois gols da derrota brasileira por 2 a 1.

Vôlei masculino - prata:
Apesar de medalhista nas últimas duas edições, a equipe masculina de vôlei chegou em Londres sem ser considerada uma das favoritas. Ao longo da competição, os resultados apareceram e, com apenas uma derrota, a equipe chegou a final contra a Rússia. Na disputa pelo ouro, a seleção masculina tentava conseguir a dobradinha olímpica no vôlei. No dia anterior, a equipe feminina sido campeã em cima dos Estados Unidos. Contra os russos, uma derrota dolorosa. Depois de estar vencendo por 2 sets a 0, o Brasil levou a virada por 3 a 2, em jogo que marcou o fechamento de um ciclo formado por jogadores como Giba, Serginho e Rodrigão, entre outros.

Yamaguchi e Esquiva Falcão – prata e bronze:
Os irmãos Falcão são os personagens de uma das histórias mais incríveis dos Jogos Olímpicos de Londres. Filhos do boxeador Touro Moreno, os dois voltaram da Olimpíada com duas medalhas para o pai. Yamaguchi, na categoria até 81 kg, conquistou o bronze e foi onde apenas Servilio de Oliveira, em 1968, tinha chegado. Até 2012, apenas Servilio tinha subido ao pódio olímpico no boxe representando o Brasil. Esquiva foi ainda mais longe. Consquistou a prata e ultrapassou Servilio, se tornando o brasileiro com o melhor desempenho no boxe na história dos Jogos Olímpicos.

Alison e Emanuel – prata:
Foi por pouco, mas Emanuel e Alison esbarraram na final na dupla alemã, formada por Brink e Reckermann. Os alemães foram responsáveis pela eliminação da outra dupla brasileira, Ricardo e e Pedro Cunha, nas quartas de final. Aos 39 anos, o paranaense Emanuel, que havia levado o ouro em Atenas-2004 e bronze em Pequim-2008, ficou com a prata na sua última participação em Jogos Olímpicos. Alison, por outro lado, fez sua estreia em Olimpíada e foi uma boa revelação. Treze anos mais novo que Emanuel, o "Mamute", como Alison é conhecido, chamou atenção pelos bons bloqueios ao longo da campanha.

Arthur Zanetti - ouro
O Brasil depositava as chances em Diego Hipólito no solo, mas foi Arthur Zanetti, nas argolas, que trouxe uma medalha para o Brasil. E uma medalha de ouro! O brasileiro conquistou a nota 15.900, deixando para trás o chinês Yibing Chen – favorito ao pódio – e trazendo a primeira medalha da história da ginástica brasileira. O treinador de Zanetti, Márcio Goto, apostou na estratégia de deixar o brasileiro se apresentar por último na final (assim ele poderia ver a série dos adversários antes de competir) e fazer uma nota de partida alta. Deu certo: Zanetti fez uma apresentação quase perfeita e garantiu o primeiro lugar.

Sarah Menezes - ouro
O judô é uma das modalidades que mais traz medalhas para o Brasil e, em Londres, não foi diferente. Nesta edição da Olimpíada, o país trouxe o primeiro ouro feminino, com Sarah Menezes na categoria até 48kg. Para chegar até a final, Sarah derrotou a vietinamita Ngoc Tu Van, a francesa Laetitia Payet, a chinesa Shugen Wu e a belga Charline Van Snick. Na decisão, Sarah enfrentou a romena Alina Dimitru e fez um combate muito equilibrado. Com paciência, a brasileira esperou até os 49 segundos do segundo round para aplicar um yuko e um wasari nos últimos segundos - sagrando-se campeã olímpica. Sarah se tornou a segunda brasileira a ganhar uma medalha dourada individual, depois de Maurren Maggi em Pequim.

Thiago Pereira - prata
No primeiro dia de competição, o nadador Thiago Pereira superou o maior medalhista de todos os tempos, americano Michael Phelps, e levou a medalha de prata nos 400m medley, com o tempo de 4min08s86. Uma grata surpresa para o Brasil, já que a prova não é uma especialidade de Pereira.


Cesar Cielo - bronze
As medalhas mais esperadas na natação eram com Cesar Cielo. Nos 100m livre, o brasileiro ficou de fora de pódio, apenas em 5º lugar. A segunda chance veio nos 50m livre, mas, cansado, Cielo fez o terceiro tempo (atrás do francês Florient Manodou e do americano Cullen Jones) e conquistou a medalha de bronze para o Brasil, sua terceira medalha olímpica.

Robert Scheidt e Bruno Prata - bronze
Assim como o judô, a vela é um dos esportes que mais traz medalhas para o país. Em sua primeira Olimpíada na classe Star, Robert Sheidt fez parceria com Bruno Prada e brigou pela medalha de ouro com a dupla da Grã-Bretanha Simpson e Percy até a última regata. Mas, após uma estratégia errada, tomada devido as condições meteorológicas, a dupla do Brasil ficou com o bronze, atrás dos britânicos e da dupla sueca Salminen e Loof. Scheidt se igualou ao também velejador Torben Grael como o maior medalhista do Brasil, com sete medalhas.


Juliana e Larissa - bronze
As brasileiras Juliana e Larissa chegaram a Londres esperando fazer o que não puderam em Pequim, quando Juliana sofreu uma lesão poucos dias antes da Olimpíada. Começaram arrasadoras, com três vitórias em três jogos. Depois de passar por uma dupla da Holanda e por uma da Alemanha, as brasileiras foram surpreendidas pelas americanas Ross e Kessy nas semifinais. Na disputa da medalha de bronze, Juliana e Larissa derrotaram a dupla da China Xue e Zhang e ficaram com a medalha, a primeira da dupla.

Adriana Araújo - bronze
Depois de 44 anos de espera, o boxe brasileiro voltou a ganhar uma medalha em Olimpíada. Adriana Araújo ficou com o bronze na categoria leve (até 60kg), a primeira medalha de uma mulher do Brasil no boxe. A brasileira venceu Saida Khassenova, do Uzbequistão, e Mahjouba Oubtil, do Marrocos, nas primeiras lutas, mas perdeu na semifinal para a russa Sofya Ochigava. Como no boxe não há disputa do terceiro lugar, Adriana garantiu o bronze para o Brasil – a 100ª medalha da história do país em Jogos Olímpicos.

Yane Marques - bronze
Uma das modalidades mais desgastantes da Olimpíada, o pentatlo moderno, trouxe a última medalha brasileira em Londres. Yane Marques, uma das favoritas da prova (ela foi campeã do Aberto da França e bronze na Copa do Mundo), fez 5340 pontos em cinco provas - esgrima, hipismo, natação, tiro e corrida – e manteve a regularidade em todas as provas. Foi ultrapassada apenas pela lituana Laura Asadaukaite e pela britânica Samantha Murray (ouro e prata da prova, respectivamente), garantindo o bronze inédito para o Brasil.

Vôlei feminino - ouro
A medalha de ouro das meninas do vôlei chegou a ser improvável. Com duas derrotas na primeira fase (Estados Unidos e Coreia do Sul), o Brasil penou para se classificar em quarto lugar da chave. Desacreditado, o time encarou a forte Rússia nas quartas de final e, após salvar seis match points, venceu de maneira espetacular, por 3 a 2. Depois de passar fácil pelo Japão, a equipe comandada por Zé Roberto Guimarães derrotou as americanas por 3 a 1, de virada, na decisão, e comemorou o bicampeonato olímpico.

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