Aspectos e posicionamento no Mini-Handebol




Neste post serão abordadas as questões técnicas e suas variações utilizadas pelos jogadores de linha do mini-handebol.

No próximo post é a vez dos goleiros! Em breveteremos  os vídeos de atividades e treinamentos, e também as sugestões de atividades para aulas/treinamentos. Tenho certeza que serão muito úteis aos professores… Aguardem!

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01 – POSIÇÕES DE BASE
É a posição corporal que adota o jogador para a partir dela poder realizar distintas ações de jogo tanto de caráter ofensivo como defensivo.

POSIÇÃO DE BASE OFENSIVA:
• Cabeça: Erguida com naturalidade e campo visual amplo;
• Tronco: Ligeiramente inclinado para frente;
• Pernas: Ligeiramente flexionadas, afastadas comodamente e em posição assimétrica. A perna deve ser a contrária ao braço dominante.
Em posição estática: Apoiados totalmente ao solo. Quando a separação das
pernas é acentuada o pé que está atrás se apoia no seu terço anterior.
Em posição dinâmica: Apoios consecutivos com o terço anterior do pé.
Em posição para recepção da bola: Semiflexionados com o lado radial orientado
para cima; ligeiramente afastado do tronco.
Em posição de deslocamento corporal: relaxados em posição de balanceio.
• Mãos: Em posição apropriada para recepção da bola.

POSIÇÃO DE BASE DEFENSIVA:
• Cabeça: Elevada para obtenção de bom campo visual.
• Tronco: Ligeiramente inclinado para a perna adiantada, porém em equilíbrio que permita um rápido deslocamento corporal.
• Pernas: Podem estar em posição simétrica ou assimétrica. Ligeiramente flexionadas e apoiadas sobre o terço anterior os pés.
• Braços: Separados com as mãos voltadas para frente do oponente.

02 – DESLOCAMENTOS
Troca de lugar no campo de jogo, integrado por diferentes formas de movimentos ofensivos e defensivos incluindo paradas como princípio e fim dos mesmos.
• andar, deslocar, correr, saltar sentido
• trajetória: mudança de direção e sentido
• orientação: frontal, lateral e para atrás
• espaço: local determinado
• velocidade: rápido e lento
• distância: longe e perto
• pontos de referência: estático e móvel
• deslocamentos com e sem paradas intermediárias
• deslocamentos com e sem oponente.

METAS A ALCANÇAR:
• Domínio de todo tipo de deslocamento e suas interralações
• Domínio das mudanças de direção
• Domínio das mudanças de velocidades
• Conceito de momento adequado (nem antes, nem depois)

03 – SEGURAR A BOLA
É a habilidade básica que supõe o emprego de uma ou duas mãos para controlar e ficar de posse de bola. No handebol se aplica o termo "segurar" a ação de controlar a bola que não está controlada por outro jogador.
• Metas a alcançar:
• Quando segurar a bola faça de forma segura.
• A mão deve adotar uma forma côncava e os dedos abertos
• Realizar o controle com os dedos e a zona palmar contígua
• Exercer a pressão adequada sobre a bola com a ponta dos dedos sem tensão
• A seqüência para se segurar a bola é:
• CONTACTAR / ADAPTAR / AGARRAR / DOMINAR

04 – MANEJAR A BOLA
Descreve-se como o domínio dos movimentos possíveis que um jogador pode realizar com a bola, desde que tenha segurado a bola, até que ela (a bola) haja se desprendido da sua mão, tendo em conta que:
• na prática do handebol se utiliza habitualmente uma só mão para poder deslocar a bola com precisão e amplitude de movimentos;
• é imprescindível ter em conta a limitação de tempo que as regras oficiais permitem segurar a bola (3 segundos);
• é muito importante segurar a bola firmemente, observando os seguintes critérios:
• os dedos e a palma da mão devem abarcar a maior superfície possível da bola, com comodidade e rigidez;
• as pontas dos dedos devem exercer uma ligeira pressão sobre a superfície da bola sendo que os dedos, mínimo e polegar realizam esta ação com mais força;
• não obstante ser os dedos os pontos de contato básico, se a pressão indicada se fizer com a superfície total dos dedos, se perderá a sensibilidade e a mão adquire rigidez;
• não olhar a bola.

05 – DRIBLE
É uma habilidade de controlar a bola. Consiste em lançar a bola ao chão e recupera-la aproveitando sua elasticidade.

PRINCÍPIOS BÁSICOS:
• Utilização:
• Quando a distância for maior que 3 (três) passos
• Quando não for possível passar ou arremessar e seja necessário ficar de posse de bola pôr mais de 3 (três) segundos.
• Proteção:
• Situar o próprio corpo entre a bola e o adversário.
• Campo Visual:
• Não olhar a bola quando se dribla.
• Ritmo de Jogo:
• Procurar que o drible não diminua o ritmo do jogo.

06 – O PASSE E A RECEPÇÃO
É o envio da bola a um companheiro, mesmo que o passe e a recepção sejam ações realizadas individualmente pôr um e pôr outro jogador. Na realidade se trata de ações interrelacionadas.
Se passa em função de um receptor e se recepciona em função de um passador. Existem diversas modalidades de passe, porém falaremos somente do mais básico.

PASSE FRONTAL COM APOIO (PASSE DE OMBRO):
• Braço Executor: Em posição horizontal (altura do ombro) e o ante braço semiflexionado em posição vertical orientado para cima formando um ângulo entre 90 e 120 graus. A palma da mão voltada para a direção do passe com os dedos orientados para cima. Ligeira torção do tronco para o lado do braço executor. Ao executar o passe se distorciona o tronco, ao tempo que projeta o braço executor na direção do passe.

07 – RECEPÇÃO
É uma habilidade básica que como o passe se supõe emprego de uma ou ambas as mãos (geralmente as duas mãos) para entrar em posse de bola, porém o que a diferencia do passe é que se produz pelo envio da bola pôr um companheiro.

EM SITUAÇÃO ESTÁTICA:
Recepção Frontal Alta:
• Braços se elevam estendidos a altura da cabeça.
• Mãos côncavas com os dedos separados e orientados para cima.
Recepção Frontal Média:
• Braços estendidos para a bola. Uma vez estabelecido o contato, flexiona-se os braços segurando a bola firmemente.
• Mãos côncavas com os dedos separados e orientados para a bola.
Recepção Frontal Baixa:
• Braços estendidos para a bola.
• Mãos côncavas com os dedos separados e orientados para baixo.

08 – ARREMESSO
O arremesso ao gol é uma técnica que culmina o jogo de ataque. O arremesso como padrão motor básico consiste em lançar a bola ao gol adversário com um braço. Entre as distintas modalidades de arremesso veremos as mais comuns.

ARREMESSO COM APOIO FRONTAL DE OMBRO:
• Braço Executor: Em posição horizontal (à altura do ombro e o antebraço flexionado) formando um ângulo aproximado de 120 graus. A palma da mão voltada para frente na direção do lançamento com os dedos orientados para cima.
• Tronco: Torção do tronco para o lado executor. Ao efetuar o arremesso distorcer o tronco, ao tempo que se projeta o braço executor na direção do arremesso.

ARREMESSO EM SUSPENSÃO (COM SALTO):
• Impulsionar uma das pernas em contato com o solo buscando obter o máximo de altura e distância. No momento da impulsão, realizar uma torção do tronco para o lado do braço executor e quando estiver em posição projeta-lo atrás e a altura do ombro correspondente. No ponto máximo do salto se produzirá a distorção do tronco e a execução do arremesso. Este tipo de arremesso apresenta variações quando se executa do posto específicas pontas, que necessitam ampliar o ângulo de arremesso a partir de zonas reduzidas. Se o jogador efetua o lançamento da ponta direita sendo canhoto e da ponta esquerda sendo destro,
colocará inicialmente o braço executor flexionado lateralmente pôr atrás da cabeça ao iniciar o salto, devendo ao mesmo tempo fazer um movimento coordenado de inclinação lateral e torção do tronco para o lado do braço executor, ficando este armado mediante uma extensão e projeção do braço para trás. Depois da impulsão, o jogador seguirá uma trajetória que permita afastar-se da trave, buscando uma combinação de sua trajetória com o arremesso.

09 – FINTA
A finta é uma ação consciente que objetiva enganar o adversário em uma situação de um conta um, para conseguir dirigir seus movimentos e ações a uma direção falsa e aproveitar o espaço livre criado em profundidade. A finta corporal se utiliza para superar o defensor e poder penetrar para frente do gol adversário. A finta corporal pode efetuar-se com e sem bola. Na finta corporal devemos observar o seguinte:
• Distância em relação ao oponente
• Trajetória inicial da finta (deve provocar um pequeno desequilíbrio e fixação do oponente);
• Parado com ligeira flexão de pernas;
• Troca de trajetória para o lado contrário, com ligeira inclinação do tronco e impulsão na perna flexionada;
• Quando o oponente não é fintado, se pode sair para o lado da trajetória inicial, que chamamos de trajetória falsa;
• Trajetória de saída com aceleração de ritmo.

10 – MARCAÇÃO
É a ação e o efeito de vigiar estritamente a um adversário, a fim de neutralizar e atrapalhar seus movimentos, gestos e intenções. A marcação do oponente pode realizar-se:

EM FUNÇÃO DA POSSE DE BOLA PÔR PARTE DO OPONENTE:
• oponente com bola
• oponente sem bola

EM FUNÇÃO DA DISTÂNCIA ENTRE O DEFENSOR E O OPONENTE:
• marcação a distância
• marcação com proximidade

EM FUNÇÃO DA SITUAÇÃO CORPORAL DO OPONENTE:
• com apoio
• sem apoio

AS TÉCNICAS MAIS COMUNS DE MARCAÇÃO SÃO:

Marcação a distância do oponente com e sem bola
• controle visual
• posição de base

Deslocamentos em função das trocas de situação do atacante
• acompanhamento
• perseguição
• interceptação

Marcação com proximidade ao oponente sem bola
• posição de base equilibrada
• interceptação da trajetória com o tronco

Marcação em proximidade ao oponente com bola
• antecipação e ação ofensiva
• choque simultâneo
• marcação do braço executor (tempo de contato)
• controle abdominal do lado contrário ao braço executor.



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